Câmara Municipal adere a Campanha “Todos contra a Hanseníase”

No último domingo do mês de janeiro é comemorado o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase. A data foi instituída pela Lei nº 12.135/2009 com o objetivo de chamar a atenção da sociedade e das autoridades de saúde sobre a importância da prevenção e do tratamento adequado da doença e reduzir o estigma contra aqueles que sofrem com ela. O Ministério da Saúde oficializou o mês e adotou a cor roxa. E a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) lançou a campanha nacional e permanente “Todos Contra a Hanseníase”.

A doença coloca o Brasil em segundo lugar no ranking dos países com mais casos – ficando atrás da Índia. E a falta de informação – inclusive por parte de profissionais de saúde, alerta a SBH – é mais um dos problemas que dificultam o controle da hanseníase no Brasil. A SBH tem discutido o assunto com sociedades médicas e universidades.

Por ano, são diagnosticados perto de 30.000 casos novos de hanseníase. Mas A SBH alerta para uma endemia oculta da doença e estima que o Brasil tenha entre 3 e 5 vezes mais casos do que apontam os dados oficiais da doença. “A hanseníase não é doença de uma pessoa só. Dentre as estratégias de enfrentamento está a avaliação das pessoas que são contatos dos pacientes. E esta estratégia é falha no Brasil”, alerta o presidente da SBH, Claudio Salgado.

A hanseníase é transmitida por um bacilo através contato próximo e prolongado entre as pessoas. Daí a relação entre a doença e a miséria. Porém, também é alto o número de casos entre a população de centros urbanizados com desenvolvida infraestrutura sanitária.

O bacilo ataca os nervos e o paciente pode perder ou ter diminuição da sensibilidade à dor, ao toque, ao frio e calor, além de apresentar manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele.

Exames de laboratório não conseguem identificar todos os casos; é preciso muito preparo do médico para diagnosticar a hanseníase. Por isso, é alto o número de doentes que recebem o diagnóstico apenas quando as sequelas são visíveis, irreversíveis e incapacitantes. O tratamento é gratuito em todo o Brasil e a doença tem cura.

A Secretaria Municipal de Saúde de São Fidélis/RJ está convocando, durante todo o mês de janeiro de 2021, todas as camadas da sociedade a realizarem atividades de comunicação e educação para a mobilização e a conscientização da população sobre a importância da prevenção e tratamento desta doença, e a Câmara Municipal de São Fidélis aderiu a este desafio.

O coordenador do Programa Municipal de Controle da Hanseníase e Tuberculose Rossini Almeida, informa a população que além do Programa situado na Vigilância em Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde oferece atendimento também nas Unidades Básicas de Saúde do município que também são portas de entrada para identificação e tratamento da doença.

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